Certificado de Autenticidade.
Firmin Baes (Saint-Josse-Ten-Noode 1874-Uccle 1943)
«Viale alberato”
Óleo sobre tela colada sobre cartão
37 cm x 51 cm
60 cm x 74 cm com moldura dourada do século XIX.
Assinado e datado no canto inferior esquerdo Firmin Baes 1900
Dedicado a Jean Delescluze
Firmin Baes nasceu em 19 de abril de 1874 e faleceu em 4 de dezembro de 1943.
Pintor, pastelista, desenhista e gravador.
Particularmente hábil no uso do pastel, pintou naturezas mortas, cenas de gênero, retratos, nus, paisagens e interiores.
Filho de Héloïse Boly e de Henri Baes, pintor, arquiteto, diretor de “L’Ecole des Arts Décoratifs” de Bruxelas e membro da “Commission des Monuments historiques”.
Criado em uma família de artistas, também o tio Jean-Baptiste Baes era arquiteto. Baes iniciou sua trajetória artística trabalhando com o pai como decorador.
Em seguida, formou-se na "Académie Royale des Beaux-Arts" de Bruxelas sob a direção de Léon Frédéric (1888-1894).
De 1894 a 1900, aperfeiçoou seu estilo na "Académie de la Patte de Dindon". Tratava-se de uma academia livre onde aconteciam aulas de arte, chamada assim em homenagem a um café homônimo situado na Grand-Place de Bruxelas.
Com os colaboradores do pai, Firmin Baes desenvolveu uma técnica de pastel sobre tela descrita na monografia a ele dedicada, elaborada pela neta Georgette Naegels-Delfosse.
Tal técnica permitia a aplicação do pó com a ponta do polegar ou do dedo mínimo, criando tons discretos ou vigorosos e uma delicadeza aveludada nas composições.
A suavidade de seus pastéis e sua capacidade introspectiva na representação das figuras lhe renderam, a partir de 1915, a encomenda de numerosos retratos da "société" belga.
Baes foi Secretário do círculo "Pour l'Art" (Bruxelas 1892-1934) para as exposições do qual ele realizou diversos cartazes.
(em anexo, o cartaz do XXI° Salon)
Essa associação foi fundada por um grupo de artistas com o intuito de organizar exposições com uma particular abertura aos pintores estrangeiros.
Em 1902, Baes casou-se com Marie Nélis, amiga de suas irmãs Irma e Alice. Tiveram três filhas.
Sua carreira artística decolou, obtendo numerosos reconhecimentos tanto na pátria quanto no exterior.
O artista participou dos “Salons Triennaux” de Bruxelas e de Gand, considerados uma vitrine muito importante para os artistas que procuravam se destacar para poder vender suas obras. Essas mostras de arte contemporânea eram objeto de forte interesse por parte do público e, frequentemente, palco de acaloradas discussões estéticas.
Baes participou regularmente da «Exposition Générale des Beaux-Arts» de Bruxelas expondo:
no ano de 1897: «Le retour de l’enfant prodigue»;
no ano de 1900: «Les porteuses de trèfle», “Portrait de Mme V.R.”;
no ano de 1903: «Le défi»;
no ano de 1907: «Les foins», «La Bénédicité»;
no ano de 1914: “L’enfant”;
No “Salon de Gand” expôs:
no ano de 1913 : “La femme au chou”
Na Exposição Universal de Paris de 1900 expôs: “Le Tir à l’Arc”
(Medalha de bronze)
Além disso, participou da Exposição Universal de Bruxelas de 1910 e de numerosas outras importantes manifestações.
(cfr. Ficha em anexo)
Expôs frequentemente em Bruxelas na "Petite Galerie" e na "Galerie du Studio" e em Charleroi nas "Nouvelles Galeries".
Em 1919, Baes tornou-se membro da "Société Royale des Beaux-Arts"
Em 1923, foi nomeado **Oficial da Ordem da Coroa**.
Escritor nas horas vagas, publicou um opúsculo ilustrado intitulado “Histoires de peintres racontées et illustrées par Firmin Baes” (Histórias de pintores contadas e ilustradas por Firmin Baes), contendo anedotas relativas a pintores e às suas obras (publicado em Bruxelas em 1941, Librairie Générale-Cooreman).
Descrição:
A pintura aqui descrita representa um viale arborizado onde a sucessão dos troncos conduz habilmente o observador para dentro da paisagem.
Através do sugestivo efeito de luz que penetra através das árvores para iluminar o caminho e as flores em primeiro plano, Baes demonstra sua conhecida capacidade em tratar os efeitos de luz.
A pintura remonta a 1900, ano em que o artista ganhou a medalha de bronze na Exposição Universal de Paris e é dedicada a Jean Delescluze, um pintor decorador que provavelmente Baes conheceu durante sua primeira formação artística.
A demonstração do particular interesse do pintor relativamente à paisagem arborizada anexo uma parte das numerosas pinturas alusivas ao mesmo assunto, presente na coleção do Museu Real de Belas Artes de Bruxelas.
Obras nos seguintes museus:
Bruxelas: Musées Royaux des Beaux Arts de Belgique; Ixelles: Museu de Belas Artes; Antuérpia, Charleroi, Ostende, Ypres, Paris: “Musée d’Orsay”
E.Bénézit
«Dictionnaire des peintres, sculpteurs, dessinateurs et graveurs»
Ed.Grund vol.1( p.372 )
Paul Piron
«PIRON: Dictionnaire des Artistes Plasticiens de Belgique des XIX et XX siècles»
Ed. Art in Belgium (p.48)
Andrée Dessert -Corvol
«ARTO: Dictionnaire Biographique Arts Plastiques en Belgique»
(pp. 32,34)
Paul Piron
"Deux siècles de signatures d'artistes de Belgique"
Ed. Art in Belgium (p.22)
«Dictionnaire des petits maitres de la peinture 1820-1920»
Schurr & Cabanne
Les Editions de l’Amateur (p.48)
Estado de conservação: ótimo