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Século XVII, Escola Veneziana, Adoração dos Magos

Codice: 422312
3.800
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Época: Século XVII
Categoria: religioso
Expositor
Ars Antiqua SRL
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Via Pisacane, 55, Milano (MI (Milano)), Italia
+39 02 29529057
http://www.arsantiquasrl.com
Século XVII, Escola Veneziana, Adoração dos Magos  Traduzido
Descrição:
Século XVII, Escola Veneziana Adoração dos Magos Óleo sobre tela, 88,5 x 94 cm Com moldura, 67,5 x 75,5 cm   O encontro entre os três Reis Magos e o menino Jesus é aqui encenado ao crepúsculo, cuja luz tênue mal ilumina as figuras, criando fortes contrastes entre luz e sombra. À direita, mal se distingue a cabana que abrigou a Sagrada Família, de onde um jovem se inclina para observar a cena. Indispensáveis, o boi e o burro que, da penumbra, aquecem a família com seu hálito, mas também participam da narrativa dois cães, confirmando a origem veneziana da pintura; já os mestres do século XVI Paolo Veronese, Tintoretto, Ticiano, assim como a família Bassano, costumavam inserir cachorrinhos de estimação em suas composições, inserindo o relato sagrado no cotidiano. A presente Adoração dos Magos mostra, de fato, citações dos mestres venezianos não só na presença animal, mas também e sobretudo na construção da Virgem com o menino, em posição ligeiramente elevada em relação aos Magos, e o ajoelhar de um dos Reis, provavelmente Melquior, dada a idade avançada e a caixa de ouro que entrega a Jesus. Estes, de fato, são uma citação da Adoração dos Magos realizada por Francesco Maffei (Vicenza, cerca de 1605 – Pádua, 1660), na Catedral de Vicenza, que, por sua vez, retoma A Adoração dos Magos de Paolo Veronese (1528-1588) na National Gallery de Londres. Que a pintura em questão deva ser incluída entre as provas pictóricas da cultura veneziana é validado também pelo preciosismo com que são realizados alguns detalhes, especialmente no que diz respeito aos tecidos, entre os quais se destaca o brocado de ouro da veste de Melquior para sublinhar a sua realeza, além da descrição do velo dos animais ou nas delicadas nuances do céu ao fundo. Os tons sombrios ditados pela penumbra remetem a uma matriz bassanesca, mas os contrastes de claro-escuro remetem às inovações seiscentistas, validadas pela comparação rigorosa com a já citada obra de Maffei.  Traduzido