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Século XVII, Escola Flamenga, Adoração dos Magos

Codice: 425821
4.800
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Época: Século XVII
Categoria: religioso
Expositor
Ars Antiqua SRL
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Século XVII, Escola Flamenga, Adoração dos Magos  Traduzido
Descrição:
Século XVII, Escola Flamenga Adoração dos Magos Óleo sobre cobre, diâm. 19,5 cm Com moldura 35,3 x 35,3 cm Inscrito no verso em caligrafia do século XVII “Fiamingo” Vívida cena de adoração, brilhante com as cores mais sinfónicas. O suporte particular de cobre permite que o talento do artista se exprima ao máximo da veia expressiva, evidenciando através de um cangiantismo colorístico esplendidamente aceso uma composição ao mesmo tempo coral e de íntima devoção. Figura-se o cortejo dos magos, constituído pelo tradicional trio de exóticos reinantes, embora os Evangelhos canónicos não mencionem em nenhuma ocasião o número. A especificação figural dos três, definidos segundo um crescendo de maturidade, é metáfora da total participação, por parte do género humano, no nascimento de Cristo, tanto dos jovens como das pessoas mais maduras. O candor da Virgem e do Menino, somado ao azul cobalto do manto da Mãe, destaca-se excecionalmente sobre o ouro e o vinho das vestes dos magos; um suave ondular de mantos torna a palpitação do momento, em que os três embaixadores se estendem contemporaneamente em direção ao Filho, numa alegre e incontenível homenagem. No fundo, José observa pacífico a cena; a adição de boi, asno e camelos, bem como da soberba cauda de cometa, completa o delicado quadro, infinitamente precioso nos perláceos toques de luz que iluminam as coroas e as espadas dos magos, felizmente tocante no noturno que vela o céu em lontananza. Como recordado na inscrição no verso do cobre, que identifica o artista do presente como “Fiamingo”, é possível aproximar a pintura dos exemplos coevos realizados por artistas do calibre do eclético Frans Francken o Jovem (1581-1642) e Simon de Vos (1603-1676). O gentil e luminoso mundo de Francken, reproduzido nos lúcidos plasmados da pintura em análise, recorre também nas Adoração dos Magos executadas pelo flamengo e hoje custodiadas nos Courtier Lodgings do Castelo Real de Varsóvia, bem como no Museu Nacional da mesma cidade. Decano da pictórica Corporação de São Lucas da escola neerlandesa do sul a partir de 1614, Francken especializou-se em pinturas de pequeno formato ascendendo a modelo principal entre os artistas flamengos; destacou-se em múltiplos âmbitos, e colocou-se à frente de uma florescente oficina à qual aderiu, mais tarde, também o filho Frans Francken III (1607-1667). Uma réplica do cobre aqui apresentado passou recentemente no mercado de antiguidades, não de tão soberba fatura como a presente. O capostipite dos Francken influenciou as obras dos contemporâneos Pieter Paul Rubens, Jan Brueghel o Velho e David Teniers o Jovem. Simon de Vos é aproximado ao presente, além de por evidente ressonância formal, pela reprodução do exótico e ágil camelo no lado esquerdo da pintura, em obras hoje conservadas em coleções privadas. Note-se a derivação figurativa do presente camelo com aquele executado no volume Historiae animalium editado em Zurique em dois tempos, primeiro entre 1551-58, depois em 1587, revolucionária enciclopédia de zoologia curada por Conrad Gesner, docente do Carolinum, então antepassado da universidade de Zurique.  Traduzido