ARTURO CARRERA
(Milão, 1897 - depois de 1937)
Erato, por volta de 1935
Bronze, altura 41,5 cm
Assinada na base "A.M.Carrera"
Na mitologia grega, Erato (em grego ??at?, em latim Erato), filha de Zeus e Mnemosine, é uma das Musas, precisamente a do canto coral e da poesia amorosa.
Seu nome parece significar "amável" e derivaria de Eros, dando ouvidos ao que sugere Apolônio de Rodes em sua invocação a Erato que abre o III livro das Argonáuticas. Erato é citada junto com as outras Musas na Teogonia de Hesíodo e era invocada no proêmio de um poema agora perdido, a Radina, relembrado e brevemente citado por Estrabão. A romântica história de Radina fez com que seu suposto túmulo, que se encontrava na ilha de Samos, na época de Pausanias, fosse meta da peregrinação dos amantes infelizes. Erato foi representada como uma figura ligada ao amor também no Fedro de Platão. No entanto, na época em que Apolônio escrevia, no século III a.C., as Musas ainda não eram vistas como figuras tão estritamente ligadas a uma arte específica como ocorreu posteriormente.