A obra retrata um fascinante retrato da heroína Judite: vitoriosa, no centro da pintura, a mulher é representada com seus trajes reais, com joias e ornamentos preciosos, a espada ainda firmemente empunhada na mão e a cabeça de Holofernes exibida com a outra.
Este tema iconográfico foi muito apreciado durante o Renascimento, pois se prestava ao gosto da época pela representação de paixões fortes, muitas vezes fatais, encarnando ao mesmo tempo grandes valores morais.
Trata-se, em particular, do episódio bíblico da morte do general babilônio Holofernes pela bela e corajosa viúva judia Judite, que havia tramado um plano astuto para libertar seu povo da dominação estrangeira. A mulher esperou o fim de um rico banquete organizado em homenagem a Holofernes e, após seduzi-lo, esperou que o homem adormecesse para matá-lo. Vemos aqui retratada logo após sua façanha, com a velha serva Abra assistindo à cena.
Há uma clara discrasia entre a compostura satisfeita pelo sucesso obtido, a graça e a calma da mulher com a cabeça em primeiro plano: o autor, de fato, preferiu dar destaque à heroína em vez do fato em si, direcionando nosso olhar para as virtudes de Judite, que através de sua coragem conseguiu derrotar o mal.
A representação tem, portanto, um profundo valor simbólico: apesar do ato atroz do qual é protagonista, Judite encarna grandes valores morais. Apresentada como símbolo de salvação que Deus oferece ao povo judeu, ela também ascende a emblema da própria Igreja e de seu papel salvífico, enfatizado pelo branco etéreo da pele da mulher, que evoca a pureza.
Merecem menção os detalhes com que foram representadas as joias que ela usa, que realçam sua beleza, como o cinto que lhe circunda a cintura, ou as vestes cobertas de pedras preciosas e pérolas, assim como o fecho colocado entre os cabelos, e também o punho da espada, rematado com grande perícia.
Trata-se de uma obra de valor, executada entre o final do século XVI e o início do século XVII, ainda de gosto cinquecentista e com inequívocos caracteres estilísticos lombardos, que evocam já ao primeiro olhar o nome de Fede Galizia (Milão, 1578 - 1630), pintora barroca, conhecida principalmente por suas naturezas-mortas, embora também tenha se aventurado em retratos e cenas religiosas.
A pintora se dedicou a este tema em diversas ocasiões; por exemplo, nossa imagem encontra comparação, embora revisitada, com a "Judite com a cabeça de Holofernes" da Galleria Borghese de Roma, ou com o mesmo tema, assinado e datado de 1596, do Ringling Museum of Art em Sarasota (**).
Também na pintura recém-mencionada, assim como na obra proposta, a atenção da pintora não recai no aspecto dramático da cena, mas se detém no retrato de Judite, na perfeita representação das vestes, dos tecidos e das joias.
Sabemos, de fato, sobre o requinte com que Fede Galizia finalizava esses detalhes, que a pintora se valeu da fama alcançada pela oficina de seu pai, Nunzio Galizia, especializado tanto na produção de pinturas e miniaturas, quanto na criação de esplêndidos trajes de cerimônia e figurinos teatrais.
**Judite com a cabeça de Holofernes - Galizia Fede (Milão c. 1578 - c. 1630), 1596, óleo sobre tela, 120 × 94 cm.
Ringling Museum of Art, Sarasota
URL: https://emuseum.ringling.org/objects/24553/judith-with-the-head-of-holofernes
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