Composição refinada de natureza morta com arquitetura, exemplar da plena maturidade de Antonio Michele Rapous, o mais importante pintor de naturezas mortas do século XVIII piemontês. A obra apresenta um conjunto rico e escenográfico de flores dispostas em cascata dentro de um grande vaso dourado, acompanhadas por outros elementos florais colocados sobre um pedestal de pedra. Ao fundo, um elegante cenário arquitetônico com coluna e muro na sombra confere profundidade e solenidade à cena.
A qualidade da execução – evidente na representação das superfícies, no brilho das cores e na calibrada construção luminística – reflete plenamente a mão de Rapous, artista celebrado por sua capacidade de unir refinamento de traço e riqueza decorativa. Como lembrado no Dizionario Biografico degli Italiani (Treccani), Rapous "dedicou-se à pintura e com sucesso, tanto que foi considerado o mais importante pintor de naturezas mortas do século XVIII piemontês... preparou com refinamento de traço para os principais palácios do Reino grande quantidade de telas e sobretelas com frutos e flores dispostos em cascata, com vislumbres paisagísticos e elementos arquitetônicos".
A obra aqui apresentada insere-se perfeitamente nesta produção, unindo a suntuosidade decorativa à compostura clássica típica da cultura figurativa de Turim da época. A moldura da época, ricamente trabalhada, completa e valoriza a composição.
altura 120 cm, largura 104 cm
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