Precioso óleo sobre tela, de escola holandesa(?), retratando uma bela paisagem natural; as rochas e a rica vegetação criam um arco natural do qual desce uma sugestiva cascata. A cascata é a protagonista da cena, os personagens presentes, de facto, estão a realizar algum tipo de atividade de engenharia hídrica, que seria oportuno aprofundar melhor.
Certamente uma pintura de alta qualidade, na qual o artista é muito hábil nos detalhes lenticulares da natureza, como o movimento da água da cascata, que se quebra na bacia do rio e entre as rochas, expressando uma atenção luminística de grande valor.
No lado direito, em primeiro plano, ocupam espaço grandes pilares de madeira sobre os quais está montada uma espécie de cais, de onde uma figura de monge com túnica puxa uma corda para tocar um sino de alarme ou sinalético ligado provavelmente à atividade hídrica. Aos pés da construção estão representados dois velhos sacerdotes, provavelmente na qualidade de supervisores.
A pintura pode ser situada na segunda metade do século XVII, mais precisamente no último quarto. Por tipo de tema e atenção aos detalhes naturalísticos e luminísticos, poderia ter sido executada com alta probabilidade por um aluno ou pintor próximo a Jacob Van Ruisdael (Harlem 1628 - Amesterdão 1682). De facto, uma pintura controversa, que deveria ser estudada mais a fundo, não excluindo de facto que possa também reservar alguma surpresa.
As dimensões da tela são 70cm x 60cm.
A pintura está montada numa esplêndida moldura dourada e esculpida do início do século XVIII.
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