Mario Schifano (Homs, 1934 – Roma, 1998)
Paisagem Anêmica
Ficha Técnica
Autor: Mario Schifano
Título: Paisagem Anêmica
Técnica: Óleo sobre tela
Dimensões: 72 x 92 cm
Autenticidade: A obra é acompanhada por certificado de autenticidade em fotografia emitido por Monica Schifano / Arquivo Mario Schifano.
Proveniência Histórica: Rótulo de papel da época no verso RIZZOLI FINARTE (distr. excl. Penta Arte S.p.A., Milão), datado de 26 SET. 1977, com número de catálogo 0323 e número de código 0036/U/1977/FI, assinado pela Direção Comercial.
Assinatura: Assinado pelo artista no canto inferior direito
Descrição e Análise da Obra
A Paisagem Anêmica aqui apresentada constitui um dos pontos altos conceituais e pictóricos da produção de Mario Schifano entre os anos 60 e 70.
Nesta obra, o conceito de "paisagem" é completamente esvaziado de sua componente naturalista e romântica para ser filtrado através da lente da memória, da reprodutibilidade técnica e da abstração urbana. Como se percebe claramente pela composição, a tela é dividida horizontalmente em duas grandes faixas:
A parte superior: Dominada por campos etéreos, quase leitosos, onde se destacam duas grandes formas ovais azuis que evocam a silhueta de nuvens ou formações atmosféricas estilizadas. A pintura nunca é puramente plana; Schifano deixa a tela subjacente vibrar através de aplicações fluidas e escorrimentos controlados.
A parte inferior: Caracterizada por tons quentes de ocre, terra e toques de vermelho, que sugerem uma linha de horizonte ou um perfil terrestre condensado em pura faixa cromática. A aplicação realça a materialidade do tecido e a rapidez do gesto típica do artista.
O termo "Anêmica" define perfeitamente esta pesquisa: a paisagem não é captada ao ar livre, mas é uma paisagem "sem sangue", artificial, recriada em estúdio como uma lembrança desbotada, um ecrã de televisão ou um outdoor consumido pelo tempo. É a natureza revisitada pelo homem da civilização industrial e da Pop Art europeia.
Notas Biográficas sobre o Autor
Mario Schifano foi o centro indiscutível da Escola de Piazza del Popolo em Roma e o expoente de destaque da Pop Art italiana e internacional. Personalidade inquieta, multifacetada e genial, Schifano soube antecipar os tempos, movendo-se com desenvoltura entre pintura, cinema experimental, fotografia e música.
Após os anos de estreia caracterizados pelos célebres Monocromáticos dos primeiros anos sessenta – reações radicais ao Informal – Schifano introduz em seus quadros os símbolos da nascente cultura de massa e do consumismo (as marcas da Coca-Cola e da Esso). Em meados dos anos sessenta, o interesse do artista se desloca para a releitura da história da arte (o Futurismo) e, justamente, para a reinvenção do gênero paisagem (Paisagens Anêmicas, Oásis, Campos de Trigo), transformando a natureza em um sinal visual pop, bidimensional e icônico. Sua obra está presente nos maiores museus do mundo, entre eles a GNAM de Roma, o Centre Pompidou de Paris e o MoMA de Nova Iorque.
Estado de Conservação e Notas Comerciais
A obra apresenta-se em excelente estado geral de conservação. O chassi original em madeira e o verso da tela mostram a pátina natural e fascinante do tempo, testemunhando sua historicidade.
Valor de Mercado e Colecionismo: A obra representa uma oportunidade de investimento de altíssimo nível. A presença conjunta do rótulo histórico Rizzoli Finarte de 1977 e do fundamental certificado de autenticidade de Monica Schifano confere ao quadro o máximo rigor documental exigido pelo mercado atual, garantindo sua perfeita rastreabilidade e uma futura e sólida reavaliação.
O quadro é apresentado dentro de uma moldura branca refinada e elegante, pronta para ser inserida em coleções privadas ou institucionais de elite.
Para mais informações, detalhes fotográficos em alta resolução ou para agendar uma visita pessoal à obra, não hesite em nos contatar.