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Século XVII, Colunas Torcidas com Uvas e Folhas

Codice: 453780
2.800
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Época: Século XVII
Categoria: Do século XVII
Expositor
Ars Antiqua SRL
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+39 02 29529057
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Século XVII, Colunas Torcidas com Uvas e Folhas  Traduzido
Descrição:
Século XVII Colunas Torcidas com Uvas e Folhas Madeira pintada e dourada, 183 x 23 x 22 cm A evolução da coluna torcida representa um dos capítulos mais fascinantes da história da arquitetura, incorporando um dinamismo plástico que desafia a estaticidade da matéria. Manufaturas como o par do século XVII em madeira pintada e dourada aqui analisadas testemunham a excepcional perícia alcançada pelos ebanistas italianos, capazes de traduzir em ímpeto vital uma estrutura de complexa elaboração técnica. O fuste que se enrosca sobre si mesmo, aliviado por uma espiral perpétua, encontra suas raízes lendárias no Templo de Jerusalém. Definida "salomônica" pois a tradição cristã a considerava o elemento arquitetônico sugerido diretamente por Deus a Salomão no século X a.C., essa forma foi investida de uma aura de arquitetura divina. Embora já empregada na idade imperial romana, especialmente na decoração dos sarcófagos como variante expressiva do fuste longilíneo clássico, sua consagração simbólica ocorreu após a destruição do templo. Foi o imperador Constantino que doou à Basílica de São Pedro as célebres colunas em mármore pário que constituiriam a antiga Pergula, um núcleo original aumentado depois para doze elementos pelo papa Gregório III ao longo dos séculos. Através da época românica, a coluna torcida manteve uma difusão capilar nos claustros e nos portais, para depois sofrer um eclipse parcial durante o Renascimento, quando a recuperação rigorosa da classicidade impôs novamente a predominância do fuste liso ou canelado. No entanto, o início do século XVI marcou seu renascimento monumental em Roma, manifestando-se primeiro nas invenções pictóricas de Rafael e de sua escola, para depois chegar às experimentações suntuosas da arquitetura maneirista. O apogeu da complexidade semântica foi finalmente alcançado com o Barroco, encontrando em 1624 sua máxima expressão no colossal Baldaquino de bronze de Gian Lorenzo Bernini em São Pedro. Nesse contexto, a coluna não serve apenas de suporte, mas se torna metáfora do triunfo do espírito. A decoração com ramos de videira e cachos de uva, visível na policromia das manufaturas de madeira do século XVII, enriquece a obra com estratificações alegóricas: se em chave profana remete à opulência dionisíaca, no Evangelho de João simboliza a união mística entre os fiéis e Cristo, fonte de vida verdadeira. As folhas e as bagas, representadas com vigor escultural, transformam o elemento arquitetônico em um corpo vibrante onde o ouro dos capitéis e dos ramos dialoga com as tonalidades castanhas do fuste, celebrando um ideal de bem-estar e bênção que atravessa os milênios.  Traduzido