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Escultor de Trapani do século XVIII, Sagrada Família

Codice: 452056
6.400
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Época: Primeira metade do século XVIII
Categoria: Marfins
Expositor
Ars Antiqua SRL
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Via Pisacane, 55, Milano (MI (Milano)), Italia
+39 02 29529057
http://www.arsantiquasrl.com
Escultor de Trapani do século XVIII, Sagrada Família 
Descrição:
Escultor de Trapani do século XVIII Sagrada Família Marfim, moldura de tartaruga, 13 x 9 cm – com moldura, 24 x 22 cm A obra é acompanhada do seu certificado CITES. Esta admirável manufatura insere-se com autoridade na produção de arte sacra siciliana do século XVIII, apresentando-se como um soberbo exemplo de microescultura da Trapani destinada à devoção doméstica. A obra, contida numa sólida moldura octogonal em tartaruga castanha, cuja textura quente e flamejante cria um contraponto cromático de extrema elegância, revela no seu interior uma complexa e refinada cena da Sagrada Família. No fundo escuro de veludo, que realça por contraste o brilho e a brancura do marfim esculpido, destacam-se as figuras de Maria e José, captadas num instante de terna proteção ao Menino Jesus. Ao centro, a figura do Cristo Menino serve de eixo visual e espiritual, enquanto acima dele se desdobra a deslumbrante glória do Espírito Santo, representado sob a forma de pomba rodeada por um feixe de finas lâminas de marfim que simulam a luz divina. Nas laterais das figuras principais, emergem delicadas formações de nuvens, também em marfim, que conferem à cena uma aura sobrenatural, enquanto o grupo repousa sobre um monumental altar ricamente decorado com motivos de concha e festões, típicos do repertório tardio-barroco. A estrutura é coroada por um remate em bronze dourado, finamente cinzelado com um rosto angelical entre volutas, que sela o valor sacral do objeto. No século XVIII, Trapani afirmou-se como um dos centros mais florescentes do Mediterrâneo para o trabalho de materiais exóticos, graças à sua posição estratégica e à longa tradição ligada à pesca e ao trabalho do coral. Os escultores de Trapani desenvolveram uma técnica especializada na combinação de marfim, tartaruga e metais dourados para satisfazer a crescente procura de objetos para devoção privada por parte da aristocracia e da alta burguesia. Estes cabeceirais não eram simples mobiliário, mas microcosmos espirituais destinados aos quartos, onde a preciosidade dos materiais sublinhava a importância do culto doméstico. A capacidade de esculpir o marfim com precisão milimétrica permitia traduzir os grandes modelos da estatuária barroca em dimensões de bolso, tornando estas manufaturas obras-primas de artesanato artístico procuradas em toda a Europa e hoje conservadas como raridades em coleções museais.