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Exclusive

Botteghe Granducali, século XIX, Mesa com tampo em mármores embutidos

Codice: 451142
4.600
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Época: Século XIX
Categoria: Pequenas mesas
Expositor
Ars Antiqua SRL
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Via Pisacane, 55, Milano (MI (Milano)), Italia
+39 02 29529057
http://www.arsantiquasrl.com
Botteghe Granducali, século XIX, Mesa com tampo em mármores embutidos 
Descrição:
Botteghe Granducali, século XIX Mesa com tampo em mármores embutidos Tampo, diâm. 65X2 cm Mesa, 82,5X72 cm Esta requintada mesa redonda, fruto da mestria de uma oficina florentina do século XIX, encarna a sublime síntese entre marcenaria de luxo e a arte milenar do embutido em pedras duras. O tampo é uma obra-prima cromática e compositiva: sobre uma base de mármore preto polido, floresce um elaborado marqueterie floral. O buquê central, dominado por uma rosa branca e cercado por jasmins amarelos e brancos, é circundado por seis pequenos buquês satélites – entre os quais se reconhecem delicadas rosinhas cor-de-rosa, não-me-esqueças de um azul intenso, campanulas brancas e vivas corolas alaranjadas. A técnica do "embutido florentino" ou "pintura de pedra", aqui magistralmente executada, tem suas raízes na Florença da segunda metade do século XVI, evoluindo do opus sectile romano graças à paixão humanista pelo antigo. Foi a visão vanguardista da família Médici que percebeu o potencial artístico desta técnica, transformando-a de um mero revestimento arquitetônico, como ocorria em Roma, em uma refinada forma de arte aplicada aos móveis mais suntuosos. Em 1588, o Grão-Duque Ferdinando I fundou o Opificio delle pietre dure, uma manufatura estatal que reunia mosaístas e entalhadores, garantindo à dinastia Médici a exclusividade sobre estas criações extraordinárias, celebradas por seus efeitos pictóricos e pela perfeição executiva. O termo "embutido", derivado do latim "committere" (juntar), descreve perfeitamente a perícia dos artesãos em cortar e moldar mármores coloridos e pedras duras – como jaspes, ágatas, lápis-lazúli – seguindo um desenho preparatório aquarelado e montando-os com uma precisão tal que as juntas se tornam invisíveis, diferenciando-se nitidamente do mosaico tradicional. Uma arte lenta e paciente, onde apenas a mão e o olho do mestre podiam selecionar as justas tonalidades pétreas, muitas vezes utilizando pedras locais como o "verde Arno", e cortá-las com um arco rudimentar de arame macio, uma técnica que permaneceu praticamente inalterada ao longo dos séculos e refratária a qualquer automação. Se a fastosa Capela dos Príncipes em San Lorenzo representa o auge monumental desta tradição, artefatos de altíssima qualidade como esta mesinha do século XIX testemunham a persistência do gosto e da maestria florentina ao longo do tempo. O tampo repousa sobre uma base tripé em madeira ricamente entalhada e folheada a ouro, que culmina em volutas e decorações foliáceas, típicas do gosto eclético do século XIX, conferindo ao conjunto uma estabilidade sólida e uma aura de opulenta preciosidade. O fuste central, também dourado, apresenta um nó original decorado com esmaltes policromos azuis e verdes, sublinhando a sofisticação dos materiais e a complexidade do trabalho.