REPOUSO DURANTE A FUGA PARA O EGITO - SUMO DE GRAMA - 1961
Descrição:
Ficha Descritiva da Obra: Repouso durante a Fuga para o Egito
Assunto: Repouso durante a Fuga para o Egito (Sagrada Família com Anjos/Putti).
Técnica: Óleo sobre Tela (ou tecido com trama visível, como no detalhe).
Período: Século XX.
Análise Estilística e Iconográfica
1. Iconografia e Composição
Dramaticidade Barroca: A cena é um exemplo vibrante do Barroco, caracterizada por uma composição dinâmica e movimentada. No centro está a Sagrada Família, cercada por numerosos putti (querubins) brincalhões que interagem com a Virgem e o Menino, um elemento típico das composições flamengas do início do século XVII.
Figuras Chave: A Virgem Maria é retratada com doçura materna, em contraste com São José, mais velho e pensativo, visível na sombra, uma referência iconográfica ao seu papel de guardião e protetor.
Paisagem: O repouso ocorre em um ambiente natural exuberante e sombrio, com folhagens densas e galhos, típico do gosto pictórico flamengo. Alguns detalhes mostram frutas vermelhas, que podem ter um significado simbólico.
2. Técnica e Cor (Rubenismo)
Corporalidade Pictórica: A obra apresenta um uso rico e pleno da cor, com pinceladas que parecem vigorosas, especialmente nos detalhes anatômicos dos putti.
Luz e Claro-escuro: A luz desempenha um papel fundamental, iluminando as figuras centrais e criando um forte contraste com o fundo escuro e profundo.
Cromia: A paleta é dominada pelas cores quentes (vermelhos, alaranjados, marrons) e por pregas ricas, em particular o vermelho e o azul da Virgem, que conferem intensidade e profundidade emocional à cena.
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Dimensões: Grande formato que a torna uma obra de grande impacto visual.
Estado de Conservação: A obra, no seu conjunto, parece bem conservada e emoldurada em moldura dourada.
Dimensões: 182 x 142 cm, incluindo a moldura, 168 x 128 cm apenas a tela
Época: datado de 1961
Assinatura: Assinado no canto inferior direito, mas indecifrável
A técnica do "sumo de grama" é uma forma de pintura sobre tecido (geralmente seda) popular principalmente no século XVIII, nascida como uma alternativa mais barata à tapeçaria. São utilizados pigmentos vegetais naturais (como guado, casca de noz, açafrão ou sumo de repolho) diluídos com fixadores como alúmen e sumo de limão, que dão um resultado pictórico semelhante ao da aguarela. A cor é aplicada várias vezes para que seja totalmente absorvida pelo tecido.