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Escola Emiliana, século XVII, São Francisco

Codice: 425815
2.800
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Época: Século XVII
Categoria: religioso
Expositor
Ars Antiqua SRL
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Escola Emiliana, século XVII, São Francisco 
Descrição:
Escola Emiliana, século XVII São Francisco Óleo sobre tela, 73 x 59 cm Com moldura, 83 x 69 cm Patrono da Itália, São Francisco (Giovanni di Pietro di Bernardone; Assis, 1181/1182 - 1226) é o santo por excelência no imaginário coletivo ocidental. A doutrina construída sobre seus ensinamentos pelo numeroso grupo de fiéis que, devotos, o seguiram nas peregrinações e nos atos de caridade para com os mais fracos, permitiu o desenvolvimento de uma forma revolucionária de ascetismo, mais sentida e humana. A renúncia a qualquer bem material na convicção de uma vida plena e perfeita se totalmente dedicada a Deus, fez do franciscanismo a expressão do melhor e fraterno espírito pauperístico então desejável. Na presente pintura, figura-se o Santo em atitude extática, enquanto levanta os olhos ao céu absorto em uma oração interior. O crânio humano, tradicional símbolo de materialidade e temporalidade da vida, manifesta neste caso a total pobreza a que o santo era dedicado. O livro que é possível ver abaixo de seu cotovelo, refere-se duplamente tanto ao Evangelho de Cristo, que o santo honrou com seu comportamento, quanto à generosa obra literária que ele nos legou, dentro da qual é possível lembrar o Cântico das Criaturas. As estigmas, por outro lado, segundo a mística católica, chegaram a ele, o primeiro entre os santos a recebê-las, graças à forte união espiritual alcançada com Jesus; receber os sinais dos sofrimentos era fato consequente à identificação com Ele: como lembra Dante (Divina Comédia, Paraíso, canto XI, vv. 106-108: «Na pedra bruta entre o Tibre e o Arno, de Cristo tomou o último selo que seus membros por dois anos carregaram». A pintura apresenta diversas afinidades estilísticas com a obra de Guido Reni, situando-se no fértil contexto emiliano de pleno Seicento. Embora não faltem comparações gritantes com os São Francisco variadamente adorando a Cruz ou figurados em êxtase, realizados pela oficina de Annibale Carracci (The Walters Art Museum, Baltimore) ou por Bartolomeo Passerotti (Bolonha, Pinacoteca Nazionale), é com uma tela de assunto homólogo pintada por Reni e guardada hoje no Museu do Louvre em Paris, que a pintura examinada entrelaça formalismos convincentes. Concebidos correspondentes, as duas pinturas mostram ambas o mesmo, emocionado, tremor nos olhos de São Francisco, voltados para Deus; a paisagem rochosa circundante, pontuada aqui e ali por ramos e trepadeiras na pedra, aquece a solidão do santo. Guido Reni executou uma segunda versão da pintura, modificando a posição de um braço de Francisco e preparando toda a composição especularmente em relação às presentes; esta versão, executada para a igreja dos Girolamini de Nápoles por volta de 1622, onde ainda hoje é conservada, foi colocada na capela Coppola, já patrocinada a Santo Aleixo, apenas em 1675.