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Alberto Carlieri (Roma 1672-1720), Cristo e a adúltera, pintura a óleo sobre tela

Codice: 354375
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Autor: Alberto Carlieri (Roma 1672-1720)
Época: Século XVII
Categoria: arquitetura
Expositor
Brozzetti Antichità
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Via Vittorio Emanuele 42/A, Cherasco (CN (Cuneo)), Italia
Andrea +39 348 4935001
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Alberto Carlieri (Roma 1672-1720), Cristo e a adúltera, pintura a óleo sobre tela  Traduzido
Descrição:
Alberto Carlieri (Roma 1672-1720), Cristo e a adúltera Óleo sobre tela, com moldura cm A 115 x L 151 x 6,5 - só tela A 98,5 x L 135 cm preço: negociação reservada objeto acompanhado de certificado de autenticidade e expertise histórico-artística (anexado ao final da página) A grande e valiosa pintura, realizada a óleo sobre tela, retrata um capricho arquitetônico com um imponente edifício em primeiro plano com arcadas, do qual se veem dois fornícios. Grandes colunas e pilastras em estilo compósito jônico e coríntio alongam e aliviam a arquitetura, caracterizada por uma cornija marca-piso sobre a qual repousam algumas esculturas em mármore. Em segundo plano, vislumbra-se um colunato estruturalmente mais gracioso, com balaustrada e esculturas, adornadas com folhagens que brotam no topo, conferindo características pitorescas à tela. Além dos fornícios do colunato, vemos descrita ao longe uma grande cidade seiscentista com casas em torres. A paisagem desvanece-se no horizonte em direção a um céu azul marcado por vaporosos nuvens. A cenográfica arquitetura é animada, em primeiro plano, por algumas figuras. Trata-se de uma cena da Bíblia: a Perícopa da Adúltera (popularmente dito episódio de Jesus e a adúltera), uma passagem do Evangelho segundo João (8,1-11) em que uma mulher pega em adultério é levada diante de Jesus por escribas e fariseus para conhecer sua opinião sobre sua condenação ao apedrejamento. Jesus se inclinou e com o dedo começou a escrever na terra. E como os fariseus insistiam, ele levantou a cabeça e respondeu: "Quem de vocês está sem pecado, atire a primeira pedra nela". Depois se inclinou de novo e continuou a escrever na terra. Ouvidas estas palavras, todos foram embora, exceto a mulher que permaneceu à espera; então Jesus, levantando-se, perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?" Respondeu: "Ninguém, Senhor". Disse-lhe Jesus: "Nem eu a condeno; vá e não peques mais". O capricho arquitetônico, gênero artístico que se abre caminho na pintura italiana a partir do século XVII, caracteriza-se pela representação de arquiteturas fantásticas ou invenções de tipo prospetivo, por vezes combinadas com elementos retirados livremente da realidade. A grande tela em questão apresenta um notável interesse artístico. A arquitetura de invenção confere uma solene classicidade ao lugar; cria jogos de luzes e sombras e serve de moldura à cena. A obra, pintada com grande fineza também nos detalhes e nas pequenas figuras, é certamente atribuível ao célebre pintor romano Alberto Carlieri (Roma, 1672 - 1720), o autor mais apreciado e solicitado em Roma entre a morte de Giovanni Ghisolfi (Milão 1623-1683) e a afirmação de Giovanni Paolo Panini (Piacenza 1691 – Roma 1765). Na obra objeto deste estudo, podem-se encontrar motivos estilísticos comuns de seus trabalhos. Elementos característicos são as sugestivas disposições compositivas e a notável maestria na régie das luzes, assim como a riqueza da arquitetura e o refinado, bem como o minucioso descritivismo dos particulares. Peculiar do autor é também a atitude vivaz das figuras, resolvidas com desenvoltura no uso da cor, e inseridas harmoniosamente nas arquiteturas. Carlieri nasceu em Roma em 1672 e começou a estudar pintura de arquiteturas sob a orientação de Giuseppe de Marchis. Tornou-se aluno e depois colaborador de Andrea Pozzo. Presente nas mais ilustres galerias romanas, da coleção de Filippo II Colonna, dos Rospigliosi e do cardeal Valenti Gonzaga, Carlieri elabora modelos compositivos bem reconhecíveis, influenciados, além da pintura do mestre, também pela de Viviano e Nicolò Codazzi. Sua atividade pictórica é seguida através das obras assinadas, em torno das quais foi possível construir um catálogo não pequeno de telas. As notícias sobre Carlieri e suas obras assinadas ou datadas se escalam entre 1690 e cerca de 1720. Nada de preciso se conhece da vida do pintor, que deve ter morrido em Roma pouco depois de 1720. Entre as características típicas do estilo de Carlieri, sinalizamos o modo como a perspectiva se desenvolve à distância: com cores claras, tonalidades frias e tons pastel. As obras tardias do artista apresentam tonalidades decididamente claras e, dessa forma, se diferenciam dos tons mais escuros usados por ele anteriormente. O autor muitas vezes retrata o sujeito aqui descrito. Além disso, na tela se encontram elementos arquitetônicos e figurativos que frequentemente Carlieri introduz em suas obras. A própria impostação da majestosa arquitetura retorna em diversos seus trabalhos. O mesmo se pode dizer da pavimentação, jogada sobre o efeito de tabuleiro de xadrez de um pavimento de mármore que, através da perspectiva, contribui para conferir grande tridimensionalidade e efeito cénico à composição do conjunto. Devem ser ainda evidenciadas algumas figuras que Carlieri ama introduzir nas composições. Entre estas, estão certamente os cães que brincam e correm vivazes, assim como a figura de um homem sentado, com uma perna dobrada e a outra semi-estendida que se sustenta com um braço no chão. Este particular, muito frequente e retratado também de modo especular, pode quase considerar-se uma assinatura do Carlieri. Também o casal de homens, geralmente calvos e grisalhos e com longa barba, que passeiam e por vezes indicam, são recorrentes nas telas deste pintor. Carlotta Venegoni  Traduzido