VENDIDA - Giuseppe Rivadossi (Nave, 8 de julho de 1935) Credenza, ano de produção 1970
Descrição:
Credenza em carvalho envernizado, composta por um corpo central e dois móveis de canto laterais.
O corpo central apresenta quatro gavetas e quatro portas "envidraçadas" em madeira e vidro no típico estilo do famoso designer.
Os dois móveis de canto laterais, que abrem por meio de uma porta envidraçada em madeira e vidro, podem ser facilmente separados do corpo central e utilizados em outros pontos da habitação.
A parte central, perfeitamente "acabada" também nos dois lados, pode, portanto, ser utilizada também sozinha.
Esta construção particular do móvel torna-o extremamente versátil e de fácil inserção.
Medidas:
- completamente montada cm 94x277x48
- móveis de canto cm 94x48x48
- credenza central cm 94x180x48
Giuseppe Rivadossi (Nave, 8 de julho de 1935)
ano de produção 1970
Giuseppe Rivadossi
Herddou o interesse pela arte do pai Clemente, Rivadossi iniciou oficialmente a sua carreira artística nos anos sessenta, aproximando-se do estudo do mobiliário, da escultura em madeira, da terracota e da lavoração do bronze, interessando-se desde o início pelo espaço doméstico que se tornará depois um dos temas-chave de toda a sua obra.
Nos anos setenta, graças à atenção de amigos como Francesca Amadio e de importantes galeristas como Renato Cardazzo, Elio Palmisano e Alfredo Paglione, começou a sua temporada expositiva como artista e escultor que o viu expor em diversos eventos artísticos nacionais e internacionais como na Trienal de Milão (1974), na Bienal de Mentone (1976), na Rotonda della Besana (1980), no Palazzo del Ridotto de Cesena (1996) e na Galleria d'arte moderna Palazzo Forti de Verona (2005).
Do trabalho e da poética de Giuseppe Rivadossi escreveram entre outros: Giovanni Testori, Vittorio Sgarbi, Roberto Tassi, Gianfranco Bruno, Marco Vallora, Ermanno Olmi, Giorgio Cortenova, Piercarlo Santini, Mario Botta.
O que diz Giuseppe Rivadossi:
Vi trabalhar a madeira desde que era criança.
Vi crescer bosques e cortar árvores de cada medida e qualidade.
Vi meu pai transformar estas madeiras em maravilhosos barris e em belíssimos carros para os camponeses vizinhos.
Até há vinte vinte e cinco anos atrás, onde agora vivo, a relação homem homem, homem natureza, ainda era baseada numa ética antiga.
Depois chegou a indústria e com ela teve início o saque.
A esperança de uma vida menos dura transformou-se rapidamente numa amarga constatação.
A nova tecnologia que devia ser apenas um instrumento mais aperfeiçoado revelou-se um instrumento de frustração e de desgregação geral.
Agora nesta situação sinto cada vez mais profundamente a necessidade de expressar aquele sentido de unidade de fundo do existir, como ideia base a não perder ou a reencontrar a todo o custo cada dia e em cada coisa.
Eu considero o ambiente na sua totalidade de natureza e de intervenção humana, a obra de arte única à qual tudo pertence e na qual todos estamos.
Eu acredito que (Arte) seja todo o trabalho do homem e, falando do meu trabalho (que considero pelo que é, apenas uma pequeníssima parte daquela obra única na qual todos bem ou mal operamos e vivemos) direi que também eu como meu pai iniciei construindo móveis e coisas variadas em madeira para a minha gente.
Indo em frente apercebi-me de que estas coisas deviam ser construídas segundo exigências profundas e precisas.
Encontrei-me assim a trabalhar em recipientes (móveis) e esculturas com um aspeto sempre mais em contraste com o ambiente que degenerando ia transformando-se e empobrecendo-se, e dei-me conta de que estas minhas coisas iam assumindo sempre maior significado, seja pela forma de construí-las seja pelo material usado (a madeira). Deixei então perder em parte a função do conter para uma função diferente.
Cheguei assim a estas últimas, imagens nas quais a ideia de um viver diverso, de um viver dentro, (dentro da vida, dentro das coisas da vida) é figurada através de estruturas que realizo partindo de uma projeção precisa e recuperando como linguagem primária toda a comum técnica da carpintaria.
Agora estas imagens, estas esculturas e estes móveis nascem do profundo da minha experiência como um canto, daquela esperança e daquela única alternativa que nos está diante mais do que de nostalgia pelo passado.
Giuseppe Rivadossi
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