Escultura em bronze oxidado e polido
Obra do Mestre Giuseppe Rivadossi (Nave, 1935)
Medidas: cm 57,5x74x38
Cabeça de mulher com cabelos densos e encaracolados, capturada, com os olhos semicerrados, em um momento de serena e profunda meditação.
A representação artística, de grandes dimensões e de presença magnética, envolve o espectador com sua beleza e transmite uma sensação de profunda serenidade interior.
Giuseppe Rivadossi
Herdando o interesse pela arte de seu pai Clemente, Rivadossi inicia oficialmente sua carreira artística nos anos sessenta, aproximando-se do estudo da escultura em bronze, madeira e terracota, e interessando-se desde o início pelo espaço doméstico que se tornará um dos temas-chave de toda a sua obra.
Nos anos setenta, graças à atenção de amigos como Francesca Amadio e de importantes galeristas como Renato Cardazzo, Elio Palmisano e Alfredo Paglione, começa sua temporada expositiva como escultor que o verá expor em diversos eventos artísticos nacionais e internacionais como na Trienal de Milão (1974), na Bienal de Menton (1976), na Rotonda della Besana (1980), no Palazzo del Ridotto de Cesena (1996) e na Galleria d'arte moderna Palazzo Forti de Verona (2005).
Do trabalho e da poética de Giuseppe Rivadossi escreveram entre outros: Giovanni Testori, Vittorio Sgarbi, Roberto Tassi, Gianfranco Bruno, Marco Vallora, Ermanno Olmi, Giorgio Cortenova, Piercarlo Santini, Mario Botta.
Disse Giuseppe Rivadossi:
Vi trabalhar a madeira desde quando era criança.
Vi crescer bosques e cortar árvores de toda medida e qualidade.
Vi meu pai transformar estas madeiras em maravilhosos barris e em belíssimos carros para os camponeses vizinhos.
Até vinte, vinte e cinco anos atrás, onde agora vivo, a relação homem-homem, homem-natureza, ainda era baseada em uma ética antiga.
Depois chegou a indústria e com ela teve início a saque.
A esperança de uma vida menos dura se transformou logo em uma amarga constatação.
A nova tecnologia que devia ser apenas um instrumento mais aperfeiçoado se revelou um instrumento de frustração e de desagregação geral.
Agora, nesta situação, sinto sempre mais profundamente a necessidade de expressar aquele sentido de unidade de fundo do existir, como ideia base para não perder ou para reencontrar a todo custo cada dia e em cada coisa.
Eu considero o ambiente na sua totalidade de natureza e de intervenção humana, a obra de arte única à qual tudo pertence e na qual todos estamos.
Eu acredito que (Arte) seja todo o trabalho do homem e, falando do meu trabalho (que considero pelo que é, só uma pequeníssima parte daquela obra única na qual todos bem ou mal operamos e vivemos) vos direi que também eu como meu pai iniciei construindo móveis e coisas variadas em madeira para minha gente.
Indo em frente me dei conta que estas coisas deviam ser construídas segundo exigências profundas e precisas.
Me encontrei assim a trabalhar a recipientes (móveis) e esculturas com um aspeto sempre mais em contraste com o ambiente que degenerando ia transformando-se e empobrecendo-se, e me apercebi que estas minhas coisas iam assumindo sempre maior significado, seja pela forma de as construir, seja pelo material usado. Deixei então perder em parte a função do conter para uma função diversa.
Cheguei assim a estas últimas, imagens nas quais a ideia de um viver diverso, de um viver dentro, (dentro da vida, dentro das coisas da vida) é figurada através de estruturas que realizo partindo de uma programação precisa e recuperando como linguagem primária toda a comum técnica da carpintaria.
Agora estas imagens, estas esculturas e estes móveis nascem do profundo da minha experiência como um canto, daquela esperança e daquela única alternativa que nos está adiante mais que de nostalgia pelo passado.
Giuseppe Rivadossi
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